Caros Leitores:
A palavra família reaviva em nós as
sensações de segurança e aconchego, tal a
importância do grupo familiar como estrutura capaz de nos sustentar nas lutas da vida.
O momento atual, conturbado pela inversão de valores no campo moral, requer
mais atenção à preservação da harmonia familiar, valioso antídoto à instalação do
desequilíbrio no organismo social.
O lar terreno, na visão espírita, representa oportunidade de aprendizado e prática
das leis divinas, propiciando o encontro de Espíritos amigos de outras existências,
assim também o devido reajuste com os desafetos
de existências passadas.
Como construir e manter a tão sonhada
paz no lar? De que maneira superar os atritos e desavenças no âmbito familiar? Será
possível encontrar no lar o suporte necessário à superação das aflições cotidianas?
Os textos doutrinários que se seguem, escolhidos com toda a atenção e desvelo, nos
lembram atitudes nobres: renúncia, perdão, dedicação, respeito, assim como a análise de
nosso comportamento no lar do qual fazemos parte.
Participe desta Campanha, afinal, o
melhor é viver em família.
(...) Os laços sociais são
necessários ao progresso e os de família mais
apertados tornam os primeiros. Eis por
que os segundos constituem uma lei da
Natureza. Quis Deus que, por essa forma,
os homens aprendessem a amar-se como
irmãos.
(Questão 774 - Livro dos Espíritos)
Uma recrudescência do egoísmo.
(Questão 775 - Livro dos Espíritos)
a) Honrai a vosso pai e a vossa
mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra
que o Senhor vosso Deus vos dará.
(Decálogo: Êxodo, 20:12.) Cap. XIV
item 2.
b) (...) Quem é minha mãe e quem
são meus irmãos? (...) todo aquele que faz a
vontade de Deus, esse é meu irmão, minha
irmã e minha mãe. (Cap. XIV item 5.)
c) Os laços do sangue não criam
forçosamente os liames entres os Espíritos.
O corpo procede do corpo, mas o Espírito
não procede do Espírito (...). (Cap. XIV
item 8.)
d) (...) Não é o pai quem cria o
Espírito de seu filho; ele mais não faz do que
lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto,
auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo
progredir. (...) (Cap. XIV item 8.)
e) (...) Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família
e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes,
durante e depois de suas encarnações. (...)
(Cap. XIV item 8.)
f) Há, pois, duas espécies de
famílias: as famílias pelos laços espirituais
e as famílias pelos laços corporais.
Duráveis, as primeiras se fortalecem pela
purificação e se perpetuam no mundo dos
Espíritos, através das várias migrações da
alma; (...) (Cap. XIV item 8.)
g) Deus não dá prova superior às
forças daquele que a pede; só permite as que
podem ser cumpridas. Se tal não sucede,
não é que falte possibilidade: falta a vontade.
(...) As provas rudes, (...) são quase sempre
indício de um fim de sofrimento e de um
aperfeiçoamento do Espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus. (...) .
(Cap. XIV item 9.)
h) Mas, na união dos sexos, a par da
lei divina material, comum a todos os seres
vivos, há outra lei divina, imutável como
todas as leis de Deus, exclusivamente moral:
a lei de amor. Quis Deus que os seres se
unissem não só pelos laços da carne, mas
também pelos da alma, a fim de que a
afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um
somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir. (...)
(Cap. XXII item 3.)
i) Será então supérflua a lei civil e
dever-se-á volver aos casamentos segundo a
Natureza? Não, decerto. A lei civil tem por
fim regular as relações sociais e os interesses das famílias,
de acordo com as exigências da civilização: por isso, é útil, necessária,
mas variável. (...) (Cap. XXII item 4.)
j) O divórcio é lei humana que tem
por objeto separar legalmente o que já,
de fato, está separado. (...) (Cap. XXII
item 5.)
(O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan
Kardec, 1. ed. especial, FEB.)
Aprendam primeiro a exercer piedade
para com a sua própria família e a recom-
pensar seus pais, porque isto é bom e
agradável diante de Deus. Paulo.
(I Timóteo, 5:4.)
A luta em família é problema fundamental da redenção do homem na Terra.
Como seremos benfeitores de cem ou mil
pessoas, se ainda não aprendemos a servir
cinco ou dez criaturas? Esta é indagação lógica que se estende a todos os discípulos
sinceros do Cristianismo.
Bom pregador e mau servidor são
dois títulos que se não coadunam.
O apóstolo aconselha o exercício da
piedade no centro das atividades domésticas,
entretanto, não alude à piedade que chora
sem coragem ante os enigmas aflitivos, mas
àquela que conhece as zonas nevrálgicas da
casa e se esforça por eliminá-las, aguardando a decisão divina a seu tempo.
Conhecemos numerosos irmãos que
se sentem sozinhos, espiritualmente, entre os
que se lhes agregaram ao círculo pessoal,
através dos laços consangüíneos, entregando-se, por isso, a lamentável desânimo.
É imprescindível, contudo, examinar
a transitoriedade das ligações corpóreas,
ponderando que não existem uniões casuais
no lar terreno. Preponderam aí, por enquanto, as provas salvadoras ou regenerativas.
Ninguém despreze, portanto, esse campo
sagrado de serviço por mais se sinta
acabrunhado na incompreensão. Constituiria
falta grave esquecer-lhe as infinitas possibilidades de trabalho iluminativo.
É impossível auxiliar o mundo, quando ainda não conseguimos ser úteis nem
mesmo a uma casa pequena aquela em que
a Vontade do Pai nos situou, a título precário.
Antes da grande projeção pessoal na
obra coletiva, aprenda o discípulo a cooperar, em favor dos familiares, no dia de hoje,
convicto de que semelhante esforço representa realização essencial.
EMMANUEL - (Pão Nosso, psicografia de Francisco C. Xavier,
cap. 117, 1. ed. especial, FEB.)
Campamha da Federação Espírita Brasileira - Família, Vida e Paz
Site: http://www.febnet.org.br
© Copyright 2006 - ADE-RS - Contato fone: (51) 8452-5581 / (51) 8450-0010 - Email: ade-rgs@bol.com.br