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De todos os institutos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida. - Emmanuel

Caros Leitores:

A palavra família reaviva em nós as sensações de segurança e aconchego, tal a importância do grupo familiar como estrutura capaz de nos sustentar nas lutas da vida.

O momento atual, conturbado pela inversão de valores no campo moral, requer mais atenção à preservação da harmonia familiar, valioso antídoto à instalação do desequilíbrio no organismo social.

O lar terreno, na visão espírita, representa oportunidade de aprendizado e prática das leis divinas, propiciando o encontro de Espíritos amigos de outras existências, assim também o devido reajuste com os desafetos de existências passadas.

Como construir e manter a tão sonhada paz no lar? De que maneira superar os atritos e desavenças no âmbito familiar? Será possível encontrar no lar o suporte necessário à superação das aflições cotidianas?

Os textos doutrinários que se seguem, escolhidos com toda a atenção e desvelo, nos lembram atitudes nobres: renúncia, perdão, dedicação, respeito, assim como a análise de nosso comportamento no lar do qual fazemos parte.

Participe desta Campanha, afinal, o melhor é viver em família.

Enfoque da Codificação Espírita

(...) Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos.
(Questão 774 - Livro dos Espíritos)

Qual seria, para a sociedade, o resultado do
relaxamento dos laços de família?

Uma recrudescência do egoísmo.
(Questão 775 - Livro dos Espíritos)

a) Honrai a vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo na terra que o Senhor vosso Deus vos dará. (Decálogo: Êxodo, 20:12.) Cap. XIV item 2.

b) (...) Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? (...) todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. (Cap. XIV item 5.)

c) Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entres os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito (...). (Cap. XIV item 8.)

d) (...) Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir. (...) (Cap. XIV item 8.)

e) (...) Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. (...) (Cap. XIV item 8.)

f) Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; (...) (Cap. XIV item 8.)

g) Deus não dá prova superior às forças daquele que a pede; só permite as que podem ser cumpridas. Se tal não sucede, não é que falte possibilidade: falta a vontade. (...) As provas rudes, (...) são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus. (...) . (Cap. XIV item 9.)

h) Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral: a lei de amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se lhes transmitisse aos filhos e que fossem dois, e não um somente, a amá-los, a cuidar deles e a fazê-los progredir. (...) (Cap. XXII item 3.)

i) Será então supérflua a lei civil e dever-se-á volver aos casamentos segundo a Natureza? Não, decerto. A lei civil tem por fim regular as relações sociais e os interesses das famílias, de acordo com as exigências da civilização: por isso, é útil, necessária, mas variável. (...) (Cap. XXII item 4.)

j) O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. (...) (Cap. XXII item 5.)

(O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, 1. ed. especial, FEB.)

Em família

Aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família e a recom- pensar seus pais, porque isto é bom e agradável diante de Deus. Paulo. (I Timóteo, 5:4.)

A luta em família é problema fundamental da redenção do homem na Terra. Como seremos benfeitores de cem ou mil pessoas, se ainda não aprendemos a servir cinco ou dez criaturas? Esta é indagação lógica que se estende a todos os discípulos sinceros do Cristianismo.

Bom pregador e mau servidor são dois títulos que se não coadunam.

O apóstolo aconselha o exercício da piedade no centro das atividades domésticas, entretanto, não alude à piedade que chora sem coragem ante os enigmas aflitivos, mas àquela que conhece as zonas nevrálgicas da casa e se esforça por eliminá-las, aguardando a decisão divina a seu tempo.

Conhecemos numerosos irmãos que se sentem sozinhos, espiritualmente, entre os que se lhes agregaram ao círculo pessoal, através dos laços consangüíneos, entregando-se, por isso, a lamentável desânimo.

É imprescindível, contudo, examinar a transitoriedade das ligações corpóreas, ponderando que não existem uniões casuais no lar terreno. Preponderam aí, por enquanto, as provas salvadoras ou regenerativas.

Ninguém despreze, portanto, esse campo sagrado de serviço por mais se sinta acabrunhado na incompreensão. Constituiria falta grave esquecer-lhe as infinitas possibilidades de trabalho iluminativo.

É impossível auxiliar o mundo, quando ainda não conseguimos ser úteis nem mesmo a uma casa pequena aquela em que a Vontade do Pai nos situou, a título precário.

Antes da grande projeção pessoal na obra coletiva, aprenda o discípulo a cooperar, em favor dos familiares, no dia de hoje, convicto de que semelhante esforço representa realização essencial.

EMMANUEL - (Pão Nosso, psicografia de Francisco C. Xavier, cap. 117, 1. ed. especial, FEB.)

Campamha da Federação Espírita Brasileira - Família, Vida e Paz

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